quinta-feira, 15 de julho de 2010

Motores de Combustão interna



Alguma vez você abriu o capô do seu carro e ficou imaginando o que acontece lá dentro? Para quem não entende do assunto o motor de um carro pode parecer uma salada de metal, tubos e fios. Pode ser só curiosidade, ou você talvez queira comprar um carro novo e tenha ouvido algo como "3.0 V6", "duplo comando no cabeçote" ou "injeção multiponto". Que coisas são essas?

O propósito do motor de um carro a gasolina (ou álcool, ou gás) é transformar em movimento o combustível - isso vai fazer o carro andar. O modo mais fácil de criar movimento a partir da gasolina é queimá-la dentro de um motor. Portanto, o motor de carro é um motor de combustão interna - combustão que ocorre internamente. Duas observações:

  • há vários tipos de motores de combustão interna, também chamados de motores a explosão. Motores a diesel são um tipo e turbinas a gás são outro. Leia também os artigos sobre motores Hemi, motores rotativos e motores 2 tempos. Cada um tem suas próprias vantagens e desvantagens;

  • também existem motores de combustão externa. O moto a vapor de trens antigos e navios a vapor é o melhor exemplo de motor de combustão externa. O combustível (carvão, madeira, óleo ou outro) é queimado fora do motor para produzir vapor, e este gera movimento dentro do motor. A combustão interna é muito mais eficiente (gasta menos combustível por quilômetro) do que a combustão externa, e o motor de combustão interna é bem menor que um motor equivalente de combustão externa. Isso explica por que não vemos carros da Ford e da GM usando motores a vapor.
Essas vantagens superam qualquer outra tecnologia existente para fazer um carro rodar. Para compreender o funcionamento básico de um motor de combustão interna a pistão é útil ter uma imagem de como funciona a "combustão interna". Um bom exemplo é um antigo canhão de guerra.Você provavelmente já viu em algum filme soldados carregarem um canhão com pólvora, colocarem uma bala e depois o acenderem. Isso é combustão interna - mas o que isso tem a ver com motores?

Um exemplo melhor: digamos que você pegue um pedaço comprido de tubo de esgoto, desses de PVC, talvez com 7,5 cm de diâmetro e uns 90 cm de comprimento e feche uma das extremidades. Então, digamos que você espirre um pouco de WD-40 dentro do tubo, ou jogue uma gotinha de gasolina e em seguida empurre uma batata para dentro do cano. Assim:


Esse dispositivo é conhecido como canhão de batata. Com uma centelha é possível inflamar o combustível.

O interessante aqui, e a razão para falarmos de um dispositivo como esse, é que um canhão de batata pode arremessar uma batata a cerca de 150 metros de distância! Um pingo de gasolina armazena um bocado de energia.

Combustão interna O canhão de batata usa o princípio básico de qualquer motor de combustão interna convencional (motor a pistão). Pôr uma pequena quantidade de combustível de alta energia (como a gasolina) em um reduzido espaço fechado e gerar uma centelha libera uma quantidade inacreditável de energia, na forma de gás em expansão. Essa energia pode ser usada para fazer uma batata voar 150 metros. Nesse caso, a energia é transformada em movimento da batata. Isso também pode ser usado para fins mais interessantes. Por exemplo, ao se criar um ciclo que permita provocar centenas de explosões por minuto e torne possível empregar essa energia de forma útil estará feita a base de um motor de carro!

Quase todos os carros atualmente usam o que é chamado de ciclo de combustão de 4 tempos para converter a gasolina em movimento. Ele também é conhecido como ciclo Otto, em homenagem a Nikolaus Otto, que o inventou em 1867. Os 4 tempos estão ilustrados na figura abaixo . Eles são:

  • Admissão
  • Compressão
  • Combustão
  • Escapamento

Tipos de motores :

Ciclo motor de Otto

O motor baseado no ciclo ideal Otto caracteriza-se por ter sua ignição por faísca. Este tipo é o mais comumente utilizados em automóveis de passeio e motocicletas. Existem processos alternativos em motores experimentais para iniciar a queima como microondas ou uma injeção piloto.

Ciclo motor de Diesel

Os motores Diesel caracterizam-se pela ignição por compressão. O fluido de trabalho (normalmente ar) é comprimido sem ser misturado ao combustível e quando o combustível é injetado no fluido comprimido e quente esse se inflama. As máquinas que impulsionam veículos pesados como caminhões, trens e navios, usualmente são baseadas no ciclo ideal de Diesel, o que não se refere ao combustível utilizado e sim ao ciclo termodinâmico em que operam.



Ciclo Brayton

O ciclo Brayton é utilizado como modelo ideal para turbinas a gás. Este caso se diferencia dos anteriores pelo fato de operar em regime permanente. Isto é conseqüencia do fato de os processos de compressão, transferência de calor, expansão e exaustão ocorrem ao mesmo tempo, mas, em locais diferentes. Assim, este tipo de motor distingue-se dos motores alternativos, onde os processos ocorrem em uma única câmara, mas, em tempos diferentes.

Motor Wankel

O motor Wankel é uma variação de motor de combustão interna que combina características de turbinas a gás às de motores a pistão. Apesar de operar com velas de ignição ao invés de combustão contínua como uma turbina, não há peças alternativas. O ciclo termodinâmico neste caso.

Motores do tipo Wankel oferecem, em relação aos motores a pistão, as vantagens de produzir menos vibrações, já que são puramente rotativos. Possuem maior densidade de potência, ou seja, mais potência do que um motor a pistão de mesma cilindrada e demandam menos peças em sua construção. Como desvantagem, eles aquecem mais, geram mais gases poluentes, têm manutenção dos elementos de vedação e são de manufatura mais complexa do que um motor a pistão.


Quasiturbine

Em 1996, foi patenteado o motor Quasiturbine, uma variação do motor Wankel. Recebeu este nome pelo fato de seu funcionamento contínuo ser quase igual ao de uma turbina.


Turbina a gás

As turbinas a gás são máquinas puramente rotativas, existem em diversas formas construtivas, sempre contendo três sistemas básicos: compressor, câmara de combustão e turbina propriamente dita. As características de cada projeto são funções do meio de transmissão de potência (por eixo ou jato de gases), dos combustíveis utilizados, do porte, das temperaturas de trabalho entre outras variáveis.

Em relação às demais máquinas as turbinas tem característica de ter a maior densidade de potência, ou seja capacidade por peso. Devido a isso, são frequentemente empregadas em aeronaves.


Motor dois tempos

Num motor a dois tempos, um ciclo termodinâmico se completa a cada volta do eixo, compreendendo as etapas de admissão, compressão, transferência de calor e exaustão. Esta característica permite que o próprio pistão atue também como válvula, abrindo e fechando as janelas (aberturas) na parede da câmara de combustão. Esta opção simplifica a máquina, também dispensando comando de válvula e é muito utilizada em motores de pequeno porte.

Mas, para motores de grande porte, isto não é uma alternativa adequada por reduzir o curso para compressão e permitir a comunicação direta entre a admissão de combustível e os dutos de exaustão. Os maiores motores de propulsão naval, a Diesel, operam em dois tempos, mas, com o emprego de apenas uma janela e uma válvula no cabeçote.


Motor quatro tempos

Já nos motores de quatro tempos, os gases completam um ciclo termodinâmico a cada duas voltas do eixo. Neste caso, para um pistão, ocorre admissão e compressão numa volta e transferência de calor na consecutiva.

Esta alternância requer necessariamente o emprego de um (ou mais) comando de válvulas, engrenado à árvore de manivelas de tal forma que tenha metade da velocidade de rotação da mesma, permitindo que o ciclo de abertura de válvulas dure os quatro tempos.


Por que a pressão atmosférica não nos esmaga?


Qual a força exercida pela atmosfera sobre nós?
A área da superfície do corpo de uma pessoa adulta é da ordem de 1 m2. O valor da pressão atmosférica ao nível do mar é da ordem de 100.000 Pa. Isso significa que uma pessoa ao nível do mar, sofre a ação de uma força de cerca de 100.000 N devido à pressão atmosférica, equivalente ao peso correspondente a dez toneladas!

Como uma força tão grande não nos esmaga?

A resposta é simples: nosso corpo está cheio de ar, e a mesma pressão que atua de fora para dentro atua de dentro para fora. Como qualquer variação na pressão externa se transmite integralmente a todo nosso corpo, segundo o Princípio de Pascal, já estamos perfeitamente adaptados à enorme pressão externa, e não sentimos o seu efeito sobre o nosso corpo. Nosso corpo possui sensores que detectam muito melhor as pequenas variações de pressão que podem ocorrer na pressão externa, como o tato por exemplo, do que a própria pressão externa. Por exemplo, sente-se uma pressão (na verdade uma pequena variação de pressão) na cavidade auditiva quando subimos ou descemos de alturas consideráveis rapidamente, como em estradas nas serras ou até mesmo em elevadores de prédios muito altos. Às vezes, nessas ocasiões, a passagem do ar é bloqueada por alguns instantes e a diferença de pressão entre o ar exterior e interior da cavidade auditiva pode provocar uma sensação dolorosa.


AMASSANDO LATA DE REFRIGERANTE:

Fisicamente, pressão equivale à força aplicada em uma determinada área. No caso da pressão atmosférica ao nível do mar, tem-se um valor de 1 kgf/cm2. Não é pouco. Considerando que um adulto tem uma área corporal de aproximadamente 1m2, podemos considerar que, ao nível do mar, é como se sobre a área do seu corpo estivesse igualmente distribuída uma massa de 10 toneladas. E como isso não nos esmaga? É porque existe um equilíbrio de pressão entre a parte externa e interna do corpo. Agora quando aquecemos um pouco de água numa latinha de refrigerante, forma-se vapor internamente, que espulsa de dentro dela o ar atmosférico. Ao resfriar abruptamente - colocando na água fria - esse vapor volta a ser água líquida, diminui seu volume e sua pressão dentro da lata. Como o ar de fora não pode entrar para equilibrar a pressão, surge uma força, devido a pressão atmosférica, que esmaga a lata. No nível do mar a força repentina que esmaga a lata de refrigerante é de aproximadamente 4380 newtons, o equivalente a uma massa de 447 quilogramas.

EXPERIÊNCIA

Objetivo
Mostrar que duas forças de mesmas intensidades, mesma direção e de sentidos opostos têm uma resultante nula.

Material

  • Uma folha de papel e régua

Procedimento

Ø Os cientistas afirmam que, sobre cada centímetro quadrado (aproximadamente a área de uma unha) de qualquer coisa exposta ao ar atmosférico, está sujeito a uma força de intensidade 1 kgf, devido ao peso da coluna de ar sobre essa superfície.

Ø Faça os alunos calcularem a força que a atmosfera aplica sobre uma folha de papel de caderno (calcular a área da folha). Como pode uma folha de papel agüentar uma força tão grande?

Ø Pegue a folha de papel e segure-a, com uma mão, enquanto a outra mão empurra o papel.

Ø Faça observarem que a folha facilmente se deforma.

Ø Pegue, a seguir, a folha entre as duas mãos e aperte firme. As duas forças em sentido contrário não dobram a folha.

Ø A pressão atmosférica sobre as pessoas age igualmente do lado de fora (superfície externa do corpo) como do lado de dentro. As forças sobre cada centímetro quadrado de nossa pele, por exemplo, agem tanto do lado de fora como do lado de dentro. Nossa pele fica como a folha de papel entre as mãos apertadas. Uma anula o efeito da outra, a resultante é nula.

Observação

Uma mudança brusca na pressão atmosférica pode ser notada por nós, quando subimos rápido uma montanha ou mesmo durante os momentos que antecedem a uma tormenta; a pessoa sente um mal-estar até acomodar-se à nova pressão. Também o tímpano, em nosso ouvido, percebe essas variações de pressão.





Fonte: http://www.mundofisico.joinville.udesc.br/index.php?idSecao=3&idSubSecao=&idTexto=60

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Por que grandes navios não afudam na água???


O navio não afunda porque, na água, ele sofre o efeito de duas forças contrárias: o Peso, que age de cima para baixo e o Empuxo, que age de baixo para cima. O equilíbrio entre essas duas forças faz com que o navio flutue.

"Para ter estabilidade, o Peso tem de ser igual ao Empuxo", explica a engenheira civil Angela Maestrini. O Empuxo é a força exercida por um líquido sobre todo corpo que flutua nesse líquido ou que nele está submerso. Quanto maior a densidade e o volume do líquido deslocado, maior será o Empuxo.

Além disso, os navios são estruturas ocas, por isso, sua densidade média (considerando a parte de aço e a parte cheia de ar) é menor do que a densidade da água. Os submarinos, por exemplo, têm enormes reservatórios que podem ser preenchidos com água (para submergir) ou esvaziados (para flutuar). Quando os reservatórios estão cheios de água, a densidade média do submarino é maior do que a da água, e ele afunda.


Voltaremos com o POR QUE O CÉU é AZUL ... (Homenagem a Jaqueline Matos)
Vocês sabem?

Aguardem...


Fonte:http://educacao.terra.com.br/vocesabia/interna/0,,OI1514502-EI7879,00.html

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O que é Umidade relativa do ar???



UMIDADE RELATIVA DO AR - BRASIL

Entende-se pôr umidade o conteúdo de água em uma substância ou material. No caso da umidade do ar, a água esta misturada com o mesmo de forma homogênea no estado gasoso.
Como qualquer outra substância o ar tem um limite de absorção, este limite se denomina saturação. Abaixo do ponto de saturação ( ponto de orvalho ) o ar úmido não se distingue do ar seco ao simples olhar sendo absolutamente incolor e transparente. Acima do limite de saturação a quantidade de água em excesso se precipita em forma de neblina ou pequenas gotas de água (chuva). A quantidade de água que o ar absorve antes de atingir a saturação depende da temperatura e aumenta progressivamente com ela.

Ponto de orvalho é definido como o ponto em que o vapor de água presente no ar esta prestes a se condensar. O ar atmosférico sempre contem quantidade variável de vapor de água conforme a temperatura, região, estação, etc. Esse vapor, resultante da evaporação das águas dos mares, rios e lagos, sobretudo pela ação do calor solar, sobe na atmosfera e passa a fazer parte de sua composição. Devem-se ao vapor de água diversos fenômenos relevantes na vida de animais e plantas, como a chuva, neve, etc.

O tempo depende não apenas dos ventos, mas também da umidade. Muitas vezes no verão nós dizemos que o ar está úmido, pesado. O ar "pesado" tem grande umidade relativa; ele contém quase tanta umidade quanto pode conter. Quando um espaço contém todo o vapor d'agua que pode conter à sua temperatura, sua umidade relativa é de 100%. Se um metro cúbico de ar contém 7 gramas de vapor d'gua, mas pode conter 14 gramas, sua umidade relativa é de 50%. Umidade relativa de um volume de ar é a relação entre a quantidade de vapor de d'água que ele contém e o que conteria se estivesse saturado.
A quantidade de vapor d'água necessária para saturar um volume aumenta com a temperatura. A temperatura em que o vapor d'água fica saturado chama-se ponto de orvalho. No inverno rigoroso, ao ar livre, o ar que você expira é tão úmido que, esfriando-se bastante, pode ficar abaixo do ponto de orvalho. Então ele se condensa formando uma névoa.
No frio do inverno o ar pode conter pouca umidade; seu ponto de orvalho é baixo. No verão o ar pode conter mais vapor d'água; portanto seu ponto de orvalho é mais alto.
Algumas vezes, no inverno, e mesmo no verão (em dias úmidos e chuvosos), o vapor d'água do ar se condensa nos vidros dos automóveis, por dentro, impedindo a boa visibilidade.
Os valores da umidade relativa normalmente encontrados próximo à superfície da terra estão em torno de 60%; já em um deserto, onde a temperatura sobe, por vezes, a valores maiores que 45ºC, a umidade relativa é de apenas 15%.
(Umidade Global - 27/04/1995 - Castanho corresponde a baixa umidade)

Um fato interessante interessante ligado à umidade relativa é que o homem sente-se melhor em um ambiente com umidade baixa - mesmo a despeito de forte calor - do que em lugares de umidade relativa elevada e temperaturas menores. Nestes últimos, o suor custa mais a evaporar, razão pela qual a sudorese, ainda que abundante, não provoca resfriamento sensível. Uma sudorese muito menor em ambiente de ar seco permite, ao contrário, uma evaporação rápida do suor e uma consequente diminuição de temperatura.
Se você vive num lugar em que o ar é seco no verão, isto é, a umidade relativa é baixa, você sua livremente e pode suportar temperaturas superiores a 37ºC. Num lugar de muita umidade você sente calor mesmo a 25ºC. Não é o calor, é a umidade que faz você sentir-se mal. O seu conforto depende da temperatura do ar como de sua umidade relativa.

Higrômetro

Algumas substâncias com capacidade de absorver a umidade atmosférica servem como elemento básico para a construção de higrômetros. Entre elas estão o cabelo humano e sais de lítio. No higrômetro construído com cabelo humano, uma mecha de cabelos é colocada entre um ponto fixo e outro móvel e, segundo a umidade a que está submetida, ela varia de comprimento, arrastando o ponto móvel. Esse movimento é transmitido a um ponteiro que se desloca sobre uma escala, na qual estão os valores da umidade relativa. Outro tipo de higrômetro é o que se baseia na variação de condutividade de sais de lítio, os quais apresentam uma resistência variável de acordo com a água absorvida. Um amperímetro com sua escala devidamente calibrada fornece os valores de umidade do ar.

Outra maneira de medir a umidade relativa é calcular a velocidade de evaporação da água. Para isso, dois termômetros idênticos são expostos ao ar: um traz o bulbo descoberto; outro tem o bulbo coberto por gaze umidecida. A temperatura do segundo termômetro é, pelo arranjo, inferior à do primeiro, porque a água evaporada da gaze resfria o bulbo. Quanto menor a umidade do ar, tanto maior é o resfriamento da gaze. A partir da diferença de leitura entre os dois termômetros, e com a ajuda de uma tabela, pode ser encontrado o valor da umidade relativa.
O ar contém um valor definido de vapor de água (g/m3); este valor significa a umidade absoluta.
Existe um valor máximo admissível de vapor no ar. Se este valor for ultrapassado, o vapor se transformará em neblina ou, conforme o caso, em chuva.
O máximo vapor que o ar consegue absorver (100%) depende da temperatura ambiente.
A umidade relativa do ar nada mais é que uma porcentagem do valor máximo admissível.
A quantidade máxima possívelvel depende principalmente da temperatura e é importante ressaltar que a umidade relativa esta sempre relacionada com a temperatura.

TABELA DE VAPOR MÁXIMO ABSORVIDO NO AR

OC ____ g/m3v____ OC____ g/m3v ____ OC ____ g/m3v
- 3O ____ 0,45 ____ 4 ____ 6,36 _______ 16 ______ 13,65
- 2O ____ 1,07 ____ 6 ____ 7,27 _______ 18 ______ 15,40
- 1O ____ 2,36 ____ 8 ____ 8,28 _______ 20 ______ 17,31
- 5 ____ 3,14 ____ 10 ____ 9,41 _______ 25 ______ 23,07
O ____ 4,85 ____ 12 ____ 10,68 _______ 30 ______ 30,39
2 ____ 5,57 ____ 14 ____ 12,09 _______ 35 ______ 39,60
--- ____ --- ____ --- ____ --- __________ 40 _______ 51,12

- Exemplo: Conforme a tabela acima, num ambiente de 20ºC o ar absorve no máximo 17,31 g de vapor de água pôr m3 de ar, ou seja, 100%. Então, 50% u/r em um ambiente de 20ºC corresponde a:

(17,31x50)/100 = 8,67 g/m3


- Se seguirmos o exemplo e baixarmos a temperatura deste ar (8,67 g/m3 de vapor absorvido) entre 8 e 10ºC, o mesmo se sobrecarregará de vapor e o excesso precipitará.

- Num ambiente onde já existe muita umidade, uma pequena queda na temperatura poderá causar a precipitação, danificando a mercadoria ou equipamentos estocados.

- Isto significa que é necessário manter a temperatura do ambiente uniforme, de preferência ventilada. No caso de ambientes com diferentes temperaturas (janelas, infiltração solar, paredes aquecidas ou resfriadas em demasia) é necessário o controle em vários pontos, independentemente da dimensão da área.

Cuidado ! Baixa umidade do ar e problemas respiratórios!



A baixa umidade do ar e o calor, são apenas alguns prejuízos que a humanidade tem e continuará a ter, pelo que tudo indica, isso se ações importantes não forem tomadas para começar a amenizar as fortes alterações climáticas que a cada ano se tornam mais evidentes e conseqüentemente mais danosas aos seres humanos, os resultados brevemente poderão não ser mais momentâneos, passando a ser persistentes e duradouros.

Se não bastasse o descaso ambiental, as políticas governamentais de saúde pública são desfocadas, insuficientes e desarticuladas, comprovado pela epidemia de dengue, e tantas outras doenças que assolam o nosso país.

Alguns estados já sofrem com a baixa umidade do ar, que aliada ao forte calor prejudica a saúde de crianças e adultos, principalmente aqueles com problemas respiratórios como asma, bronquite e outras doenças que se agravam nestas épocas do ano.

Algumas regiões sofrem mais do que outras com esta baixa umidade do ar, por isso técnicas como colocar uma bacia com água dentro do quarto, estender uma toalha molhada na cabeceira da cama, vestir roupas leves, tomar bastante água são medidas necessárias para amenizar este sério problema.

Algumas pessoas jogam água no chão do quarto, o que não é aconselhável, pois a água ficando acumulada nos cantos e frestas pode causar desenvolvimento de fungos e aparecimento de pequenos insetos.

Além de dificuldades respiratórias, boca, garganta e olhos ficam secos e pessoas que fazem uso de lentes de contato sofrem ainda mais.

Aproveito para dar algumas dicas para melhorar o ar em casa. Como é o aparelho umidificante de ambiente, que apresenta algumas características que fazem dele uma boa opção para solucionar este problema, principalmente a noite, mas durante o dia ele pode ser colocado na cozinha ou na sala, onde as pessoas da casa se concentram mais, proporcionando uma melhor qualidade de vida a esta família. O aparelho purifica e umidifica o ambiente por longo período e repõe por volta de 50% da umidade. Outra forma de deixar o ar bem agradável é colcar uma toalha molhada na cabeceira da cama durante a noite ou uma bacia com água.


DICAS - PROBLEMAS DE UMIDADE

ÁGUA QUE SOBE PELAS PAREDES

• Origem: quando o terreno é muito úmido, a tendência é que a umidade acumulada seja absorvida pelo alicerce da casa e brote na parede, formando manchas de bolor ou estufando a tinta da área próxima ao rodapé.
• Solução: é necessário retirar o reboque de uma faixa até 50cm acima da mancha. São feitos pequenos furos a cada 10cm nos tijolos e injeta-se um produto à base de silicatos, que se infiltra na porosidade do tijolo e enrijece. Depois de seco, refaz-se o reboque, de preferência com produtos impermeabilizantes misturados à massa de cimento e areia. Se a parede for de blocos de concreto não é possível tratar definitivamente a umidade, apenas diminuí-la por curtos períodos, refazendo o reboque com argamassa impermeabilizante.
• Prevenção: usar argamassa com impermeabilizante ou manta asfáltica em toda a extensão do alicerce. A alvenaria também deve ser assentada com argamassa impermeabilizada até a oitava fiada.

RECOMENDAÇÕES ÚTEIS

• seguir sempre as orientações dos fabricantes e deixar que os materiais de construção (massa de assentamento e tijolo) sequem bem antes de serem cobertos;
• todas as lajes precisam ser impermeabilizadas. Se a laje é de concreto, a impermeabilização deve ser flexível, ou seja, feita com as membranas moldadas no local, como o piche. Se a laje for pré-moldada, recomenda-se a utilização de mantas pré-fabricadas, como as asfálticas. A proteção adequada da laje requer:
» a execução de caimento correto com argamassa em direção ao ralo ou à calha;
» o arredondamento dos cantos vivos com argamassa;
» estender a impermeabilização ao interior dos ralos e, caso a laje se encontre com uma parede, impermeabilizar os seus primeiros 20cm de altura;
» proteger a camada impermeabilizante com argamassa, evitando o desgaste provocado pelos raios ultravioleta e infravermelho e trincas devidas aos movimentos normais da construção, à sua dilatação e à contração no calor e no frio e à exposição constante ao sol e às intempéries.
• as áreas molhadas (banheiros e cozinhas) são as mais sujeitas a apresentar problemas de infiltração, cuja solução exige regularização da superfície, aplicação de manta asfáltica, proteção mecânica e recolocação do revestimento. Se o problema ainda não se deu, é recomendável uma prevenção, fazendo uma calafetação anual de bancadas de pias, vasos sanitários, banheiras e ralos, usando silicone. O local de instalação de banheiras também deve ser impermeabilizado.

Método de Cálculo:


Sendo UR% é a umidade relativa do ar (expressa em porcentagem); e é a pressão parcial de vapor de água do ar (g/kg) e es é pressão de vapor nas condições de equilíbrio, também chamada pressão de vapor de saturação.
A pressão de vapor de saturação (es) corresponde ao valor de vapor da pressão de vapor obtida em uma câmara contendo ar sobre uma superfície de água líquida (ou de gelo para temperaturas abaixo do ponto de fusão). Nas condições de equilíbrio, o número de moléculas de água mudando da fase de líquido de vapor é igual ao número de moléculas de vapor mudando da fase vapor para a fase líquida. Essas condições de equilíbrio são conhecidas como condições de Clausius-Clapeyron e a pressão de vapor de saturação é um ajuste experimental da equação de Clausius-Clapeyron, que é formalmente a relação entre es e a temperatura do sistema ar úmido - água líquida.
Pequenas supersaturações são necessárias para o crescimento de gotas por difusão de vapor sob condições de nucleação heterogênea normais na atmosfera.



Fonte:http://www.etec.com.br/muda3.html